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2 de Junho de 2020

A grande mídia e o ódio ao PT

A delinquência jornalística da grande mídia brasileira não tem limites. A mídia brasileira é um desastre ético-moral.

Leonardo Galdeano Massaro, Advogado
há 5 anos

A grande mdia e o dio ao PT

Foto: Blog Luiz MILLER (https://luizmullerpt.files.wordpress.com/2015/07/pig-2.jpg)

A delinquência jornalística da grande mídia brasileira não tem limites. A mídia brasileira é um desastre ético-moral. Exemplo? Surpreende a agressiva campanha para destruir a biografia do ex-presidente Lula da Silva e tornar inviável o já desastroso governo da presidenta Dilma Rousseff. A segunda tarefa é relativamente fácil. Dilma e sua equipe parecem resignados a morrer abraçados a um projeto político que busca apaziguar o “Deus-Mercado” com ajustes e concessões que afetam diretamente os mais pobres. Se por um lado as ações do governo para minimizar a “crise” internacional são deturpadas no noticiário econômico, por outro o governo abraça a “liberdade de imprensa” como um valor absoluto que, portanto, não pode ser confrontado. Dilma continua na firme e autofágica crença de que o controle remoto é o melhor regulador dos meios.

Que a regulação da mídia não seja pauta do governo não surpreende, principalmente em função do esfarelamento da base aliada. O que não é óbvio ou racional é a sua estratégia política de comunicação. O acordo para flexibilizar jornadas de trabalho e evitar demissões é deturpado pela mídia e se manifesta na boca do povo como “governo reduz salários dos trabalhadores”; uma vez que o governo não reclama para si as operações da Polícia Federal, elas são canibalizadas pelo noticiário como ações contra o governo “mais corrupto da história”, e não como um trunfo da transparência no combate à corrupção. A biografia de Dilma Rousseff autoriza a presidenta a ocupar a rede nacional de televisão e apresentar à sociedade um saldo de todas as ações da PF esvaziando o discurso moralista da oposição e da mídia corporativa. Dilma, ao contrário, parece resignada a conceber a PF como uma entidade exógena ao seu governo.

No caso do ex-presidente Lula da Silva, o empenho da mídia para criar factoides revela um amadorismo insultante. O Globo e a Época, por exemplo, têm se esforçado para encontrar um elo entre Lula e a Operação Lava Jato. Requentar matérias antigas, fazer associação entre eventos díspares, sobredimensionar procedimentos-padrão do Ministério Público dando vazão às ambições pessoais de procurador com carreira profissional no mínimo curiosa, e o esforço orquestrado no campo semântico para que termos como “crime”, “corrupção” e “corrupto” sejam incessantemente associados ao Partido dos Trabalhadores e ao seu líder máximo fazem parte do esforço concertado de destruição da biografia de Lula e da trajetória do PT.

Autoritarismo e intolerância

Agressiva em seu esforço em associar Lula aos escândalos políticos, a revista Veja já chegou ao extremo de invadir a casa de parentes do ex-presidente para revelar uma suposta festa milionária do seu sobrinho. Desmascarada a fraude, a revista soltou uma nota de algumas linhas se desculpando ao presidente e à sua família “por quaisquer transtornos que possa ter ocasionado”. Veja minimiza o incidente como “um transtorno”, um errinho do repórter Ulisses Campbell, autor da matéria fantasiosa. Veja está bem acompanhada no que diz respeito à delinquência da imprensa brasileira. Do “podemos tirar se quiser”, da agência de notícias Reuters em referência aos escândalos na Petrobras sob o governo FHC, à omissão do nome do senador José Serra – pelo Estadão – em anotações de Marcelo Odebrecht identificadas pela Polícia Federal, a imprensa brasileira vai se especializando cada vez mais em produtora de fraudes jornalísticas. Se o discurso da imparcialidade ainda era vendido como estratégia de propaganda, agora, mais do que nunca, a imprensa está “transparente”. Transparente, para não deixar dúvidas, no sentido de nua, sem verniz, sem compromisso com o mito que a legitimava. De rabo preso com o entrevistado, a Folha de S. Paulo nos dá a dimensão exata desse abandono do “mito”: os documentos vazados pela PF dão conta do “acerto” entre a assessoria de Marcelo Odebrecht e o repórter da Folha para realizar uma entrevista leve, sem assuntos polêmicos e que oferecesse a oportunidade para o empreiteiro “dar seu recado”.

Até mesmo o Jornal Nacional, que em reação à queda de audiência modificou o seu formato para ficar mais “informal”, tem utilizado o recurso de concentrar as notícias relacionadas à Operação Lava Jato no horário próximo à novela das 9, quando os telespectadores mais céticos em relação ao discurso anticorrupção começam a sintonizar para assistir à novela do horário nobre. O ator-jornalista William Bonner aparece agora mais cordial e mais consternado com a “praga da corrupção” que assola o país.

Globo e companhia alimentam um protofascismo que se expressa tanto na estigmatização dos beneficiários de programas sociais, como o Bolsa-Família, como também nas ameaças a figuras e simpatizantes do PT em espaços públicos. A misoginia é outra manifestação deste processo alimentado pelo frenesi anti-pestista. Dilma tem sido criticada não apenas por ser presidenta, mas por ser mulher “severa”, intransigente”, inflexíveis”, características consideradas positivas em chefes de Estado do sexo masculino. Movimentos como o “Vem pra rua”, mobilizados em torno do perigoso patriotismo verde-amarelo, e o panelaço contra a presidenta Dilma expressam também o autoritarismo e a intolerância que chocam o ovo da serpente.

Sofisticação tecnológica e canalhice editorial

Os desdobramentos da Operação Lava Jato podem até comprovar as “sentenças” já decretadas pela mídia corporativa. Pode ser que as investigações tragam à tona novos escândalos envolvendo figuras proeminentes do Partido dos Trabalhadores. Ainda assim, Lula da Silva já é um fenômeno por sobreviver a uma máquina de guerra brutal, sem regras mínimas de combate. Vários nomes do PT foram e talvez sejam condenados, mas Lula, com seu capital político, continua sendo o alvo principal da saga golpista. Dificilmente Fernando Henrique Cardoso, seu antecessor, sobreviveria a tamanha voracidade midiática. Imagine, se puder, o tempo de sobrevida política de alguns opositores de “tudo que está aí” se a imprensa dedicasse tamanha diligência para desvendar suas práticas predatórias? Um dos papéis fundamentais da atividade jornalística é fazer perguntas. No entanto, a imprensa se recusa a fazer algumas perguntas cruciais para entendermos a corrupção no Brasil porque ela teria que se colocar no lugar incômodo de questionar suas próprias práticas delinquenciais não apenas no jornalismo criminoso, mas também no campo fiscal, como os escândalos da Fifa, do HSBC e de fraudes na Receita Federal.

Os estudiosos da mídia podem discordar sobre o papel dos meios na construção de consensos, aquela velha discussão ainda não resolvida entre o que Umberto Eco chamou de “apocalípticos e integrados”. As quatro vitórias petistas – com o peso das articulação políticas nas redes sociais – seriam um exemplo de que os consumidores de notícias não são agentes passivos. Eles estrategicamente negociam, recusam, dão outro significado, e principalmente produzem contra-narrativas.

Talvez estejamos entre os “apocalípticos”, mas o eco das palavras “mensalão”, “corrupção”, “Petrobrás” e “Lava Jato”, incessantemente repetidas, criou uma rede de significados na qual o Partido dos Trabalhadores está aprisionado. Se por um lado os eleitores do PT são discursivamente associados à miséria, ao voto de cabresto e ao analfabetismo político – Diogo Mainardi, Cristina Lobo e Merval Pereira merecem crédito aqui –, por outro, a mídia fomenta e dá vazão às frustrações de uma classe média ressentida com as (ainda que precárias) conquistas sociais dos últimos doze anos. Os espaços quase monocromáticos da classe média branca começaram a ser parcamente diversificados em função de programas sociais que começaram a arranhar a hierarquia perversa do país. Nesse âmbito, para tal crime não há absolvição.

Na verdade, a narrativa midiática de estigmatização dos eleitores do PT não vem de hoje. Ela começou lá atrás e talvez tenha ficado mais pornográfica nas últimas eleições quando o Nordeste foi “responsabilizado” pela eleição de Dilma, ainda que Aécio Neves tenha perdido em seu estado natal e no Rio de Janeiro, seu estado de residência. O movimento de ruptura democrática estimulado pelas forças derrotadas nas eleições de 2014 revela não apenas uma vocação autoritária, como também uma terminante recusa a aceitar que na democracia o voto de membros de diferentes classes sociais tem o mesmo valor. O esforço midiático de demonização do PT, aliado ao impopular ajuste fiscal, se reflete nos índices perigosíssimos de aprovação do governo Dilma Rousseff, criando terreno fértil para a supuração de articulações políticas que almejam o impeachment.

Se as eleições de 2014 não foram suficientemente “sofridas” para levar a presidenta Dilma Rousseff a repensar as estratégias de comunicação do seu governo, elas pelo menos serviram para deixar os campos muito mais demarcados no que diz respeito à mídia corporativa: a prática jornalística, como trabalho de investigação criteriosa, checagem de fontes e equilíbrio de perspectivas, foi definitivamente abandonada. O que temos agora é a criminosa e calculada produção de verdades, sem consequências para as empresas jornalísticas. Uma mera nota de rodapé, na edição seguinte, já faz parte do cálculo do jornalismo delinquente. Quiçá o momento presente não seja tão mau para as forças progressistas do país. A mídia corporativa está desnuda: sofisticação tecnológica e canalhice editorial.

Por Jaime Alves e Raquel de Souza em 28/07/2015 na edição 861

Jaime Alves e Raquel de Souza são, respectivamente, jornalista e professor de Antropologia, tradutora e doutoranda em Antropologia

http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/a-grande-midiaeo-odio-ao-pt/

76 Comentários

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Matéria típica de petista. É brincadeira!
O que acontece hoje no país é que noticiam os fatos contra quem está na situação.
Se for para vermos pelo ponto de vista da matéria o PT foi irresponsável todo o tempo em que esteve na oposição. Pois, seus argumentos eram muito mais sentimentais e ideológicos do que respaldados em fatos sérios e concretos. Diga-se pelos diversos aloprados que tentavam sempre fabricar dossiês de políticos contrários a eles.
Mas, o que mais me espanta é: Qual o nome que vocês dariam as "campanhas" contrárias ao Governo Color - quando do escândalo dos "anões do orçamento" e ao Governo FHC - na época do apagão?
Lembro-me que nesses eventos a mesma imprensa "irresponsável" e cheia de ódio foi crucial para derrubar os dois ex-presidentes, seja pelo impeachment de um, seja nas urnas o outro.
Será que a imprensa tinha ódio contra o PRN e o PSDB na época? Então ela não tem ódio só contra o PT. Não dá pra dizer que: "Nunca antes na história desse país a imprensa teve tanto ódio contra um presidente." Pois, os outros 2 ela derrubou. Daqui a pouco vão dizer que é ódio contra uma "presidenta". Ódio de imprensa de gênero!
Acho mais sensato acordarmos para a realidade. O problema não é da imprensa. Pelo contrário, em muitos casos, graças a ela o país ficou sabendo de diversas falcatruas. E isso incomoda políticos no Brasil, que querem uma imprensa do tipo da Venezuela e da Argentina, que só fazem propaganda pró-governo. Esse é o sonho deles que devemos combater.
Quem está no poder sofre maior exposição. Isto é do jogo político e da natureza humana. A curiosidade é maior sobre eles e indiscutivelmente dá mais notícia.
Se houver mentira, temos meios legais de cuidar disso. Que os ultrajados procurem o judiciário, que há de responsabilizar os irresponsáveis.
Já o ódio da imprensa... Não acredito nele. Acredito na insatisfação de quem passa fome, de quem vê corruptos que não trabalham e ficam milionários, de quem vê que somente os companheiros conseguem contratos com o governo e empréstimos bilionários do BNDES, de quem assiste ao aparelhamento estatal, de quem vê tratarem as contas públicas com irresponsabilidade e afundar um país... Mas, ouvia dizer que isto só os outros faziam, que eles seriam diferentes... Isto é de indignar, é verdade.
Se existe insatisfação nas ruas não foi a imprensa que criou, foi o governo que plantou e semeou. Agora só está colhendo. continuar lendo

>Frederico Fernandes> O seu texto foi o que se poderia dizer: "Atingiu o Âmago da questão. Foi na mosca". Portanto eu concordo plenamente, do princípio ao fim, com tudo que você disse. E na sua chamada, para a leitura do seu texto, quando você diz: "Matéria típica de petista. É brincadeira!" Ai então não tem reparos a ser feito. Pois melhor definição não pode haver. continuar lendo

Parabéns Frederico Fernandes, corretíssimo o seu post. continuar lendo

Brilhante, Frederico Fernandes, verdadeiro, sincero. continuar lendo

Concordo com o comentário.
O autor está visivelmente aloprado, torcendo fatos e argumentos a favor de sua ideologia petralha.
E as eleições não foram sofridas. FORAM ROUBADAS.
O Véio. continuar lendo

Ética é tudo que o partido citado neste artigo não tem.
E não me impressiona, afinal, é liderado por um dos presidentes mais mau caráteres que já tivemos (e, olhe, o páreo é duro): https://www.youtube.com/watch?v=l11I1a6235w
Não, não estou afirmando que os demais partidos são um poço de probidade.
Mas se a sigla partidária não define honestidade ou a falta dela, o Partido dos Trabalhadores, há muito tempo, perdeu sua identidade. Se contradiz, vai contra tudo que pregou e não tem nenhuma vergonha disso.
Quando alguém dirige um país deve estar consciente de que tem, pelo menos, dever de fiscalização, e que se atos escusos ocorrem bem debaixo do seu nariz, o discurso de que "eu não sabia" é, no mínimo, inconcebível. Ora, se o dirigente maior do país, chefe do executivo, evade-se de sua responsabilidade, de quem, afinal, ela seria? Da oposição?
E se não podemos sentenciar, de forma cabal, que a raiz de toda a corrupção é o PT, podemos, ao menos, afirmar de forma convicta: ele é o partido mais leniente com o "oba-oba" realizado em nossos cofres públicos (afinal, é ele quem tem a "caneta"). continuar lendo

A fiscalização está ocorrendo, o que seria a operação Lava a jato, se não uma fiscalização de atos ilícitos praticados? Numa análise objetiva, esse é o governo que mais está combatendo a corrupção, basta ver o numero de operações em atividade contra a corrupção.e quantos processos de investigação parecidas foram abafadas nos governos anteriores.
Achar que o PT é a raiz da corrupção é uma visão já distorcida pelo ódio midiático, por mais que alguém discorde da forma que o PT governa, é uma tremenda falta de visão histórioca atribuir ao PT as práticas por décadas executadas nos processos eletivos brasileiros, tão maculados pelo capital privado.
Gostaria de ver algum dia, alguém apresentar números que provem a tal roubalheira do PT, porque o PT deve ter uma caneta mágica, porque além de roubar um montão aumentou o PIB, elevou o emprego, reduziu o numero de empresas que vão a falência, aumentou as exportações, etc.. e tc... que mágica é essa de roubar e ainda conseguir mais avanços que os governos anteriores assim? Então podemos pensar que o PSDB, DEM e demais partidos que sempre estiveram no poder antes do PT estavam roubando praticamente tudo o que os brasileiros produziam à época. continuar lendo

O aumento exponencial do PIB foi resultado de uma política econômica implementada há muitos anos e, sobretudo, da alta dos preços dos commodities.
No mais, Polícia Federal, MP, etc., nas suas funções fiscalizatórias, não recebem ordens do executivo. Pelo contrário, a única coisa que o executivo não deve fazer é interferir. continuar lendo

Leonardo, a questão é, a maioria dos envolvidos fazem parte direta ou indiretamente da base aliada do governo, indicados pelos governos do PT, precisa de mais alguma coisa? Há, quer saber de mais uma e que ninguém se deu conta? Vamos as eleições, qual a justificativa de uma apuração em salas fechadas e aí está, foi a primeira vez que o horário de verão foi antecipado em uma semana para coincidir com a eleição e por conta do fuso horário, tiveram mais uma hora de apurações às escondidas, sem divulgações de apuração, só começando a divulgação após 3 horas quando a mesma já estava no final? continuar lendo

É verdade, a gasolina, água, luz, telefone, etc. aumentam todos os meses por conta da imprensa. Que mídia golpista eficiente. continuar lendo

E o desemprego também! continuar lendo

É impressionante como ainda existem pessoas que defendem o PT.
E mais ainda ao defender Dilma Rouseff e Lula.
Lula é um sujeito que pouco trabalhou na vida, e sempre fez política nos sindicatos. Aliás, discutiu as maiores confabulações políticas no boteco que existia próximo ao sindicato no qual participava da diretoria. Saiu da presidência da republica com um belo patrimônio, incluindo triplex na praia, sítio de luxo em Atibaia, usufruindo de luxos como charutos cubanos e bebidas importadas da melhor qualidade.
Dilma Rouseff participou de grupos guerrilheiros, de ações como o assalto ao cofre do Ademar de Barros e do atentado ao quartel do exército, que gerou a morte do Cabo Mario Kozel. Na vida política, nunca havia sido eleita para qualquer cargo eletivo, mas, no entanto, sobre as bençãos do Senhor Lula, foi ungida ao posto máximo da nação.
É essa a biografia que a imprensa delinquente está deturpando??
Quer dizer que a imprensa livre, a ampla liberdade de expressão, somente é válida quando estiver defendendo o governo, o PT, o Lula e a Dilma??
Quer dizer que todos os meios de comunicação neste país são delinquentes?? continuar lendo

Quer dizer que todos os meios de comunicação neste país são delinquentes??
Todos os meios não o são.Só os que seguem ás regras da MÍDIA GRANDE, que,por submissão aos patrocinadores,defende as idéias que os beneficia e de cujo benefício se sacia, fechando assim um círculo onde povo e país são meros meios a serem usados para a manutenção da ignorância política e manipulação ideológica com consequência nociva de manutenção de status.A quem interessava o título' MONTADORA ESTÁ COM 40.000 VEÍCULOS NO PÁTIO"? E a malhação constante em cima do SUS, o melhor plano de saúde do mundo? A quem interessa o desmonte do SUS? O que vemos é uma MÍDIA GRANDE com ânsia feroz em detonar quem estiver no poder,principalmente se esse poder apontar para a melhoria de vida de MILHÕES de pessoas que sempre estiveram relegadas ás margens da história.Isso já rendeu frutos no passado (30 anos de ditadura que alguns dizem que não existiu!) Já tem até alguns jovens ruins da disciplina de história pedindo tal intervenção.E a MÍDIA GRANDE já conseguiu ameandrar muitos adeptos...infelizmente! continuar lendo